Desabastecimento de água: Câmara aguarda resultado de estudos da Águas Colíder; “Chega de sofrer”, comenta Flavinha
Autor: Sérgio Ober
Os vereadores aguardam uma resposta da Águas Colíder sobre o estudo de viabilidade que orientará a melhor opção de fornecimento de água e evitar o desabastecimento na cidade durante os períodos de estiagem. Todos os anos – principalmente, nos meses de setembro e outubro – as torneiras simplesmente secam. A água que chega às caixas d´água de residências e prédios comerciais não é suficiente para atender a demanda.
Em reunião na Câmara de Colíder, no dia 10 de fevereiro, a diretora da concessionária, Nilza Fernandes, informou à presidente Ana Flávia Rodrigues (Flavinha) e aos vereadores Zé Moreira, Adriano Santos, Marcelo Canova, Luiz Fiscal, Maria Helena e Leila Teixeira três alternativas: poço artesiano, aumento da capacidade de contenção no Carapá e Boa Esperança – ambas, de curto prazo – e construção de um sistema de captação de água a partir do rio Teles Pires – de longo prazo e alto custo financeiro.
Atualmente, toda a água reservada vem do rio Carapá, que simplesmente seca durante os períodos de estiagem. Além da escassez de chuvas, a falta de preservação das nascentes, o grande número de barragens em propriedades rurais rio acima e o desmatamento ao longo dos leitos também são fatores que que influenciam o desabastecimento nos meses secos.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Flavinha informa que uma nova reunião deverá acontecer em março. “Resolver esse problema é uma denanda de toda a população, que vem sofrendo há muitos anos com a falta de Água”, afirma a presidente do legislativo. “Por isso, solicitei à Águas Colíder uma nova reunião. Eles pediram prazo até o final de fevereiro, quando ficará pronto o estudo que apontará uma solução para o problema, se com poço artesiano ou a captação a partir do rio Teles Pires. Eles garantiram que em março estariam nos comunicando os resultados”, revela.
Com os resultados dos estudos da Águas Colíder em mãos, a presidente da Câmara quer promover uma audiência pública. “Pretendo chamar toda a população para comparecer e realmente cobrar, porque esse problema já vem se arrastando há muitos anos. E este ano a gente não quer que essa seja novamente uma realidade para nós”, pontua Flavinha. “Esse problema não deve existir mais na nossa cidade. Chega de a gente sofrer com isso aí”, acrescenta.
Redação: Sérgio Ober
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