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Vereador Rica Matos condena medidas restritivas de MT contra covid-19: “é uma decisão absurda”

  • Publicado em 02/03/2021

Autor: Sérgio Ober

 

O vereador Rica Matos criticou nesta segunda-feira (01.02), durante a sessão ordinária da Câmara de Colíder, a série de medidas restritivas anunciadas pelo Governo do Estado para reduzir o contágio da covid-19 em Mato Grosso. A normas passam a valer a partir desta quarta-feira (03.03), valem por 15 dias e são impositivas para todos os municípios. Segundo o governador Mauro Mendes, as regras podem ser prorrogadas, endurecidas ou flexibilizadas, conforme o resultado obtido.

As medidas são bastante rigorosas. Impõe toque de recolher a partir das 21h até às 5h, com proibição de circulação e proíbe todas as atividades econômicas das 19h às 5h, de segunda à sexta. Aos sábados e domingos, a proibição será após o meio-dia. A exceção fica por conta das farmácias, serviços de saúde, funerárias, postos de gasolina (exceto conveniências), indústrias, transporte de alimentos e grãos, e serviços de manutenção de atividades essenciais, como água, energia e telefone. Os serviços de entrega por delivery são autorizados até às 23h.

Para o vereador Rica Matos, trata-se de uma decisão absurda e arbitrária. “Não quero acreditar que a maioria dos prefeitos também concordou em tomar essa decisão. Essa doença não age somente das cinco horas da tarde às cinco horas da manhã. Ela age em todos os horários do dia. Não é possível você penalizar e prejudicar aqueles empresários e trabalhadores que dependem da noite. Muitas dessas pessoas dependem do dinheiro que ganham à noite para complementar seus salários e ajudar na manutenção das suas famílias”, destaca.

É uma decisão, segundo Rica Matos, que fecha todo o Estado. “Mato Grosso é o maior produtor de alimentos e vai parar para, no outro dia, virar um transtorno em nossas rodovias, por exemplo. Como é que o caminhoneiro vai viajar se ele não pode parar para abastecer o seu veículo, para se alimentar e prosseguir a sua viagem? É um absurdo! Quero acreditar que os nossos deputados não estão juntos nessa decisão”, acrescenta.

Rica Matos diz que cobrará do prefeito Hemerson Máximo (Maninho) para que não reproduza essas medidas em Colíder. “Não podemos fechar os nossos comércios. Nós temos alguns locais preocupantes, são casos de polícia e que precisam ser fiscalizados. Mas aquelas pessoas que estão ali para vender seus espetinhos ou seus lanches à noite não podem parar. Vamos lutar para que o prefeito Maninho não tome essa decisão. Nós temos que tomar uma ação de combate à covid, conscientizar a população, mas não podemos permitir que fechem o comércio”, pontua o vereador.

CONFIRA ALGUMAS MEDIDAS DO ESTADO

- Toque de recolher a partir das 21h até às 5h, com proibição de circulação.

- De segunda à sexta, proibição de todas as atividades econômicas das 19h às 5h.

- Aos sábados e domingos, a proibição será após o meio-dia. A exceção fica por conta das farmácias, serviços de saúde, funerárias, postos de gasolina (exceto conveniências), indústrias, transporte de alimentos e grãos, e serviços de manutenção de atividades essenciais, como água, energia e telefone.

- Nos horários permitidos, as atividades econômicas deverão respeitar as medidas de segurança, como o uso de máscara, distanciamento e limitação de 50% da capacidade máxima do local.

- Eventos podem ocorrer dentro do horário permitido, respeitado o limite 30% da capacidade do local, e número máximo de 50 pessoas.

- Os serviços de entrega por delivery são autorizados até às 23h.

- O transporte coletivo e congêneres (Uber, 99, etc) pode funcionar normalmente.

- Projeto de lei que prevê multa a pessoas físicas e às empresas que descumprirem as normas, bem como notificação à Polícia Civil e Ministério Público.

- Nos órgãos públicos estaduais, fica suspenso o atendimento presencial em todas as secretarias e órgãos do governo, com exceção das unidades finalísticas. Quanto a jornada de trabalho, cada secretaria/autarquia vai disciplinar medidas para redução do fluxo de pessoas.

 

Redação: Sérgio Ober